SÍNDROME DO PÂNICO

Dr Eduardo Adnet

Médico Psiquiatra

CREMERJ 527993

 

A Síndrome do Pânico é uma doença psiquiátrica tratável. E com o tratamento adequado, em poucos dias os sintomas já começam a regredir. É altamente recomendável o acompanhamento com seu psiquiatra até a cessação completa dos sintomas. O que normalmente não demora muito a ocorrer.

 

 

 

Umas das primeiras atitudes do médico psiquiatra frente a um paciente que apresente sintomas de doença psiquiátrica é afastar possíveis causas orgânicas para estes sintomas. Por exemplo, há muitos pacientes que são portadores de doenças como o Diabetes Melito, doenças cardíacas, dentre outras, e não sabem. Devido a isto podem apresentar sintomas de intenso sofrimento que podem se parecer com a Doença do Pânico, enquanto, na realidade trata-se de outras condições médicas.

Isto feito, uma boa entrevista psiquiátrica e um exame do estado mental bem realizado nos podem ajudar, e muito, na correta determinação do diagnóstico correto.

De modo geral, uma combinação entre psicofarmacoterapia (o tratamento com medicações da Psiquiatria) associado a um tratamento psicoterápico costuma dar excelentes resultados.

Uma vez que as causas dos ataques de pânico ainda não sejam plenamente conhecidas, e isto sem falar que há pacientes portadores de mais de um transtorno psiquiátrico associado, as comorbidades, o tratamento pode diferir de pessoa para pessoa. Protocolos estanques para o tratamento de doenças psiquiátricas não costumam apresentar excelentes resultados. Cada caso convém ser avaliado individualmente.

As medicações podem ajudar na diminuição ou na cessação dos sintomas. Existem várias opções de medicações em Psiquiatria para o tratamento da Síndrome do Pânico. E, como já dito, uma combinação das medicações com uma psicoterapia (principalmente a Cognitivo Comportamental) podem oferecer ótimos resultados. Contudo, uma significativa parcela dos pacientes, não responde bem à psicoterapia como forma de tratamento isolado, sendo, nestes e em outros casos, recomendável o uso de medicação. O alívio dos sintomas em muitos casos se dá logo nos primeiros dias de tratamento. Mas, e também como já dissemos, cada paciente deve ser visto de modo a que se respeitem as suas características próprias e como a doença está se apresentando. E isto pode fazer toda a diferença na hora em que se buscam os melhores resultados possíveis para o bem do paciente.

Se você ou seu médico assistente suspeitam de que você possa estar sofrendo da Síndrome do Pânico, procure um psiquiatra ou peça para que seu médico lhe faça o encaminhamento para a Psiquiatria.

Ansiedade Generalizada

Há pacientes que convivem com a Ansiedade Generalizada por anos a fio e sem buscar tratamento. Todavia, ao se encontrarem em situações de grande pressão, e com o agravamento tanto dos sintomas psíquicos (medos, angústias, inquietude, desassossego) como dos sintomas somáticos (tremores, sudorese, cefaléia, dentre outros) passam a sentir um desconforto cada vez mais intenso, o que os leva a buscar auxílio. O ambiente em que vivem (casa, trabalho, vizinhança, faculdade) pode conter elementos com importante influência sobre o desencadeamento ou sobre o agravamento de sintomas relacionados ao Transtorno de Ansiedade Generalizada.

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Sobre o Estresse

Enquanto estudos e pesquisas têm claramente demonstrado que algum grau de Estresse pode até mesmo ser benéfico, nos fazendo ficar mais alertas, e também melhorando nosso desempenho em determinadas situações específicas, o Estresse só pode ser considerado benéfico se possuir vida curta. O Estresse excessivo ou prolongado pode levar a diferentes doenças, físicas ou mentais, como por exemplo: problemas cardíacos, doenças gastroenterológicas (estômago e intestinos), ansiedade e depressão, dentre outras.

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A Síndrome de Burnout

Ele simplesmente não pôde suportar a insuportável pressão que sobre ele haviam lançado. Entre seu compromisso profissional e o amor à profissão, confrontado que estava com uma situação desumana e insustentável, lhe pulsava na consciência como lidar com aquele desastre administrativo ao mesmo tempo em que lhe pesavam as angústias de ter de sustentar sua família. O resultado não foi outro senão a exaustão extrema e a impotência humana em ter de lidar com algo sobre-humano.

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